Apoio domiciliário e MILAE: o que cada um resolve

Se gere um Serviço de Apoio Domiciliário e está a avaliar o que a MILAE acrescenta, esta página é para si. Não somos alternativa ao SAD, e explicamos porquê.

O que é o Serviço de Apoio Domiciliário

O SAD é a resposta social que leva cuidados a casa de quem já não consegue assegurar sozinho as necessidades do dia a dia. Está definido na Portaria n.º 38/2013, de 30 de Janeiro, e é prestado por IPSS, Misericórdias e municípios, quase sempre com acordo de cooperação com a Segurança Social.

Faz coisas que nenhuma tecnologia faz: leva a refeição, ajuda no banho, trata da roupa, muda um penso, repara num frasco de comprimidos por abrir. E leva uma pessoa a casa de outra pessoa, que é o que mais conta.

Tem, como tudo, uma condição: é um serviço presencial, com equipas e horários. Vai a casa com a frequência que a capacidade permite, e sai. E há sempre mais gente sinalizada do que vagas.

O que a MILAE faz

A MILAE telefona.

Com a regularidade que a equipa de acção social definir, liga para o telefone que a pessoa já tem, conversa em português, e regista o que percebeu. Quando algo muda, sinaliza ao técnico municipal, que decide o que fazer.

Não leva refeições nem ajuda no banho. Não substitui uma visita, nem se propõe a isso. O que faz é chegar todas as semanas a toda a população sinalizada, incluindo a quem está em lista de espera, sem depender de quantas pessoas a equipa consegue ter no terreno.

Lado a lado

Lado a lado
Lado a ladoApoio domiciliário (SAD)MILAE
NaturezaPresencial, em casa da pessoaChamada telefónica
O que resolveNecessidades concretas: refeição, higiene, roupa, apoio a tarefasSaber como está quem não é visitado hoje
Frequência típicaAlguns dias por semana, conforme o plano e a capacidadeA que o município definir
Quem abrangeQuem tem vaga atribuídaToda a população sinalizada, com vaga ou sem ela
O que produzO cuidado prestado, e o que a equipa observa na visitaUm registo por chamada e um sinal quando algo muda
Quem decideA equipa e o técnico responsávelSempre o técnico municipal

Onde a diferença se nota

Entre uma visita e a seguinte passam dois, três, quatro dias. É nesse intervalo que as coisas mudam sem ninguém saber: alguém que deixou de comer, que teve uma queda sem consequências à vista, que está há uma semana sem falar com ninguém. A visita seguinte encontra o problema já instalado.

E há a fila. Numa lista de sinalizados, o SAD chega a quem tem vaga. Os outros ficam à espera, e sobre esses não há informação nenhuma até acontecer alguma coisa.

As duas coisas completam-se

Os municípios com quem falamos não estão a escolher entre uma coisa e outra. Têm SAD, muitas vezes há décadas, e querem saber o que se passa com quem o SAD não alcança todos os dias.

O acompanhamento por telefone dá cobertura larga e regular; o apoio domiciliário dá a presença e o cuidado. Um diz onde é preciso ir, o outro vai. Trocar um pelo outro seria perder o melhor de cada um.

Quer ver como funciona?

Mostramos uma chamada real numa reunião de trinta minutos, com a equipa de acção social.

Escrito pela equipa da MILAE, com base no trabalho com equipas de acção social municipais. Actualizado em Agosto de 2026.

Falar connosco

Em trinta minutos mostramos uma chamada de exemplo e a plataforma, e respondemos ao que a equipa quiser saber.

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