A MILAE não é teleassistência
Se chegou aqui à procura de teleassistência para o seu município, vale a pena perceber a diferença antes de decidir. São respostas a problemas distintos, e muitas vezes convivem.
O que é a teleassistência
A teleassistência é um serviço de resposta a emergências em casa. A pessoa recebe um equipamento, quase sempre um botão ao pescoço ou no pulso, ligado a uma central que atende a qualquer hora. Quando acontece alguma coisa, a pessoa carrega no botão e alguém do outro lado responde.
É um serviço com décadas, que funciona e que salva vidas. Em Portugal está contratado por mais de duas centenas de municípios, e quem o presta, da Cruz Vermelha às misericórdias e aos operadores privados, fá-lo com competência.
Tem, no entanto, um pressuposto que condiciona tudo o resto: alguém tem de carregar no botão.
O que a MILAE faz
A MILAE não espera. É ela que telefona.
Com a regularidade que a equipa de acção social definir, a MILAE liga para o telefone que a pessoa já tem, fixo ou telemóvel, e conversa. Pergunta como está, ouve, e nota quando alguma coisa mudou. Do que ouviu escreve um resumo e sinaliza ao município o que merece atenção humana.
Não há equipamento para instalar, não há aplicação, não há internet e não há nada que a pessoa tenha de aprender. Atende o telefone, como atenderia a um neto.
Lado a lado
| Lado a lado | Teleassistência | MILAE |
|---|---|---|
| Quem inicia o contacto | A pessoa, ao carregar no botão | A MILAE, na periodicidade combinada |
| O que é preciso instalar | Terminal em casa e botão pessoal | Nada. Usa o telefone que já existe |
| Quando actua | Depois de a situação acontecer | Enquanto a situação se está a formar |
| O que deteta | Emergências declaradas pela pessoa | Sinais do dia a dia: isolamento, tristeza persistente, dificuldades |
| Quantas pessoas cobre | As que aceitaram ter equipamento em casa | Toda a população que os serviços quiserem acompanhar |
| Quem recebe o alerta | Central de atendimento | O técnico de acção social do município |
Onde a diferença se nota
Uma pessoa que esteja a deixar de comer, que tenha deixado de sair de casa, ou que esteja cada vez mais só, não carrega em botão nenhum. Não há emergência a declarar. É devagar que a maior parte das situações se agrava, e é exactamente aí que ninguém está a olhar.
Convém dizer com clareza o que a MILAE não é: não é um serviço de emergência, não substitui o 112 e não presta cuidados de saúde. O que faz é chegar antes e dizer ao município onde olhar primeiro. Quem decide actuar é sempre o técnico municipal.
As duas coisas convivem bem
Vários municípios com quem falamos já têm teleassistência contratada, muitas vezes para algumas dezenas de pessoas. Não propomos que a substituam.
A teleassistência cobre bem quem já está identificado como caso de risco e aceitou ter equipamento em casa. A MILAE cobre o resto: as centenas ou milhares de pessoas do concelho que os serviços conhecem de nome mas não têm mãos para acompanhar. E quando a MILAE sinaliza alguém que precisa de mais, é muitas vezes para a teleassistência, ou para uma visita domiciliária, que essa pessoa acaba encaminhada.
Quer ver como funciona?
Mostramos uma chamada real numa reunião de trinta minutos, com a equipa do seu município.